Teresa Azevedo é funcionária aposentada da UNICAMP, poeta, escritora, licenciada em letras pela ASMEC, membro efetivo da Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro, cadeira 6. Membro correspondente da ALTO e ALPAS 21. Idealizadora e coordenadora do Projeto “Ondulações”. Publicou dezenove livros solo dentre eles dois; organizou cinco coletâneas. Conquistou medalhas em concursos literários nacionais e internacionais. E-mail: teresaazevedo.projetos@gmail.com
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Caos declarado
Caos declarado
Retumbam os tambores, impetuosos e ressonantes.
Pela farra, em guerra, amaciam as peles dos batuques.
Projeções côncavas se espalham no ar, negras e obtusas.
Encarnados Romeus e Julietas neomodernistas,
Que gemem em seus coitos e sucumbem ao som dos alaúdes.
Soam as trombetas e os serafins anunciam:
As juras de nada mais valem, não há espaço ou tempo.
Cristalizam-se os homens em estátuas de grosso sal.
Inerte, a natureza é condensada em chamas
E se derrama em mar de estrelas flamejantes.
É o fim! Apieda-se de nós, oh Deus!
Texto de Teresa Azevedo - extraído do livro "Faíscas da Paixão" que pode ser adquirido no site www.clubedeautores.com.br
Tela do pintor francês Alexandre Cabanel, representante do Neoclassicismo Acadêmico. Dedicou-se a assuntos históricos, mitológicos e religiosos. Foi também autor de retratos, paisagens e composições decorativas. Excelente aquarelista
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